O Portal Rio surgiu de um problema bem simples (e bem grave): não existia controle confiável de vagas e reservas nos cemitérios municipais. O resultado era fila, disputa e insegurança para famílias e para quem trabalha no setor. A virada veio quando a gestão decidiu parar de “apagar incêndio” e colocar tecnologia para organizar o básico: cadastro, mapa, regras e rastreabilidade.
2014: o problema explodiu — falta de controle e disputa por vaga
Em 2014, a coordenação dos cemitérios municipais assumiu um cenário marcado por problemas estruturais e práticas inadequadas na gestão das vagas. No Cemitério do Caju (o maior da cidade), a situação chegou ao ponto de agentes funerários passarem a noite na porta para tentar garantir sepultamento.
Contagem manual nos livros: era o único jeito de saber a verdade
A equipe precisou abrir livros de registro e contar vagas manualmente para entender o que estava acontecendo de fato. Isso mostra o nível de desorganização: sem dado confiável, não existe gestão — só improviso.
Atrasos acima de 48 horas: quem pagava a conta eram as famílias
As investigações apontaram práticas irregulares no uso das vagas e, sem alternativas oficialmente disponíveis, muitas famílias enfrentavam atrasos superiores a 48 horas para sepultar. Em momento crítico, isso é inaceitável.
2015: a decisão foi digitalizar — Prefeitura + concessionárias buscaram uma solução real
Diante do cenário, em 2015, as concessionárias Rio Pax e Reviver, junto com a Prefeitura do Rio, buscaram uma solução tecnológica para modernizar e organizar a administração cemiterial. Foi nesse contexto que a Gold System apresentou um sistema com transparência, mapeamento georreferenciado e controle financeiro/patrimonial.
O que o Portal Rio precisava entregar (sem promessa vazia)
O foco era objetivo:
- Transparência total no processo
- Mapa georreferenciado das sepulturas
- Controle rigoroso (financeiro e patrimonial)
Esse pacote é o que corta brecha para irregularidade e devolve previsibilidade para o dia a dia.
A meta tinha data: 1º de março de 2016
A implantação foi conduzida com prazo cravado: colocar o sistema em operação em 1º de março de 2016.
Portal Rio em operação: cadastro, mapa e reserva com regra clara
Com o novo portal, cada sepultura foi cadastrada e mapeada, criando controle de ponta a ponta e eliminando práticas inadequadas no uso das vagas. Isso muda a vida porque reduz conflito, dá rastreabilidade e tira o “achismo” do processo.
Do papel para a plataforma: funerárias e planejamento saíram do atraso
A digitalização ampliou o acesso e a disponibilização de informação, ajudando no planejamento e na construção de novas sepulturas. E o setor saiu do registro em papel para um ambiente digital mais eficiente.
Carteira digital do agente funerário: mais controle, menos risco
O sistema também trouxe carteiras digitais para agentes funerários e resolveu um problema prático: gente mantendo CMC ativa mesmo após desligamento. Com o digital, o desligamento é automático — menos irregularidade, mais segurança.
Segurança e LGPD: dados sensíveis não são “detalhe”, são regra
Um ponto crítico era o acesso a dados de óbito. Antes, qualquer funerária tinha acesso, algo incompatível com as exigências atuais da LGPD. Foram feitas melhorias com foco em privacidade e segurança, e o sistema passou a atender tanto cemitérios públicos quanto particulares integrados.
Portal de reservas: objetivo direto — zerar fila e regularizar
O portal de reservas foi desenhado para zerar filas de espera e garantir a regularização das funerárias, exigindo documentação completa e válida.
Impacto real: o Portal Rio ajudou a segurar a operação até na pandemia
Na pandemia, a combinação de sistema + construção de novos jazigos pelas concessionárias ajudou o Rio a evitar valas compartilhadas, com cronograma de sepultamentos planejado e distribuição justa das vagas.
Próximos passos: expansão para cremações e sepulturas perpétuas
Há planos de expandir funcionalidades, incluindo recursos para cremações e sepulturas perpétuas.
FAQ — dúvidas rápidas sobre o Portal Rio
O que é o Portal Rio?
É o portal/sistema usado para organizar cadastro, mapeamento e reserva de vagas/sepulturas, trazendo rastreabilidade e regras claras no processo.
Qual foi o motivo real da criação?
Resolver falta de controle e irregularidades na gestão de vagas, que geravam disputa e atrasos para sepultamento.
Como o Portal Rio lida com privacidade e LGPD?
O sistema passou por melhorias porque o acesso amplo a dados de óbito era incompatível com a LGPD, e hoje trabalha com segurança e privacidade de informações.
O que muda para funerárias e agentes funerários?
Mais organização, processos mais claros, e controle com carteira digital (incluindo desligamento automático para evitar uso irregular).
Fechamento
O Portal Rio nasceu para resolver o básico que estava quebrado: informação, controle e transparência. Quando isso entra no lugar, o setor funciona melhor para todo mundo — principalmente para as famílias, que precisam de previsibilidade e respeito no pior momento.
